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Segunda-feira,
6 de Setembro de 2010
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Vôos charters devem trazer R$ 25,9 milhões à Paraíba

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A Paraíba deve receber aproximadamente R$ 25,9 milhões durante o ano, com os gastos dos turistas que vierem à  Capital nos 39 vôos charters da Holanda que devem desembarcar no aeroporto Castro Pinto. O aumento do faturamento do setor hoteleiro, que inclui, bares, restaurantes e demais instrumentos de lazer, será possível com a vinda de mais de 10 mil turistas da Europa.

Edwin Suikerbuikm, representante da empresa Fly Brazil no Nordeste, que vai operar os vôos, diz que os pacotes estão sendo vendidos há três semanas e, em cada vôo, serão disponibilizados 272 lugares. De acordo com ele, a maioria dos turistas é de casais, e a venda mínima deve ser de 120 pacotes, com 240 pessoas por vôo. “Nós operávamos em Natal com um percentual médio de 97% de lotação nos vôos, então esperamos vender aproximadamente 5 mil pacotes até o fim do ano.” A operação deve render R$ 11,6 milhões à empresa.

De acordo com diretor do Escritório Brasileiro de Turismo na França e Bélgica, Brice Massimo Cicconetti, o holandês gasta em média US$ 100 por dia, algo em torno de R$ 186, sem considerar as despesas com hospedagem. Da Europa, ele só perde para os belgas e alemães, que gastam mais.



O representante da empresa Fly Brazil no Nordeste diz que há pacotes para permanência de uma a três semanas, mas a maioria opta por duas semanas de hospedagem. O pacote básico de uma semana inclui passagem, hospedagem e traslado, e custa R$ 2.069 (799 euros). Já para duas semanas, o preço é de R$ 2.328 (899 euros), enquanto que, para três, é de R$ 2.587 (999 euros). Entretanto, também haverá passeios para outras cidades do Estado. O objetivo é oferecer um turismo de aventura e cultural, levando-o também para as cidades do interior.

Segundo o proprietário da Fly Brazil, Ad Van Der Molen, não só turistas holandeses virão para a Paraíba, mas pessoas de outras nacionalidades também, considerando que o europeu adora viajar para longe. "Temos italianos e espanhóis interessados nas viagens".

De acordo com o presidente da PBTur, Rodrigo Freire, os vôos charters vão proporcionar uma ocupação fixa nos leitos de hotéis de João Pessoa e do Conde, com a presença constante de turistas. "Nós já tivemos um vôo charter de Portugal há alguns anos, mas não deu certo. Desta vez, temos uma grande expectativa na regulação da ocupação hoteleira".

Para a empresária Christiane Pereira, da Luck Receptivo, o fato de haver turistas estrangeiros durante o ano inteiro vai impedir que haja demissões na baixa estação. "Nós não vamos demitir neste ano, e no próximo verão talvez até tenhamos de contratar mais. Não vamos trabalhar com aproximadamente 500 turistas por semana, pois quando um grupo de 250 estiver na segunda semana, outro inicia a primeira".

Além do aumento do fluxo turí­stico, o governo do Estado está apostando na vinda de investidores para a Paraí­ba. "Eles vêm como turistas para conhecer e depois para investir. Inclusive, isto já está acontecendo", afirma Edivaldo da Nóbrega, secretário do desenvolvimento e turismo. Ele diz que já foi procurado por empresários do exterior. "Nós queremos a instalação de grandes empreendimentos aqui".

Ana Teixeira e Thadeu Rodrigues
Portal Correio da Paraíba

 

 

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